Enquanto juntamos retalhinhos...ouvimos doces melodias...

Mostrando postagens com marcador Dan Cezar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dan Cezar. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Deixa tocar
o sonho
a música
a palavra
o verso
o verbo
a poesia
o som
o toque
o coração.
deixa tocar
o coração
o toque
o som
a poesia
o verbo
o verso
a palavra
a música
o sonho.
apenas deixa.


(Dan Cezar)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014


O primeiro raio me começa. Outros e mais um esticam meu olhar. Sou boa companhia de sóis. As manhãs alongam minhas nadezas. Mergulhar no nada é vício de origem. Onde liberto. Onde canto poesia de perto ou de longe pra passarinho. Eu tenho cacoete pra sussurrar Deus. Fico acrescentada de um azul pronto de ser. Abasteço meu olho de detalhe. Sagrar o amor me imensa. Penso ter habilidade de à toa. Eu não preciso dar sentido. As horas me escondem distraída. Aguei de acordar. E sorri de um prenúncio de pertencimento.

(Dan Cezar)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

O meu olho é cismado da saudade. Tem crença no ser. E nos azuis. E nos sóis. O meu olho tem um desvio de urgências. Preciso sim, do meu delírio. De amor. De nós. Eu não quero ter razão de coisa alguma. Eu só quero um verbo. E um vento. É quando estou ajustado para pássaro.

Dan Cezar

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Atravesso
um céu
pra te
encontrar
atravesso
um chão
pra te
ensaiar
atravesso
o avesso
de um verso
pra me ver
travesso
de você.


Dan Cezar

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Tenho um cisco sem defeito de emocionar. É que sou relativo de chão. Pego certo encantamento pelo passo. Um passo e mais um é algum início. Um passo e mais outro me faz sol no olho. Apego ao brilho. Ele me faz. Ele me traz vício de origem. Minha partida é só começo. Meu dia amanhece. Minha prece está feita. Meu olho sorriu de querer.
Dan Cezar

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Agravo a poesia em mim. Num relance de saber o olho, era nada. O nada é o parimento do sol. Do azul. Do verbo. Da poesia. Preciso da ingenuidade. Do puro dessaber das coisas. Meu estado de delírio é o instante íntimo do desconhecimento. O nada inquieta, questiona, encara. Escancara todos os saberes de ontem. O nada me faz perceber. O nada nada na poesia sem saber. É quando vem respirar o chão. Minha poesia bateu asas.


Dan Cezar

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Um sol que tem o brilho mais guardado. Um céu que teima um azul desesperado de ser. A flor que pari sorrisos ao tempo. A terra com cheiro de uma vida insólita. Os pássaros de asas novas. Eu me tenho emoção. Setembro quis chegar. 

Dan Cezar

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Eu tenho que o destino vem de uma comunhão. De uma manhã de surpresas e um beijo, por exemplo. De um olhar esparramado de querer e um sol fazendo cócegas no tempo. Ou de um azul lindo e um verbo. De um arrepio e uma poesia. De uma vontade e uma oração. De uma verdade e uma emoção. Até mesmo de um chocolate e um descompromisso. De uma fé íntima e um sentido. Do amor e de um amor. De uma flor e uma esperança. De uma cor e muita, muita dança. De um sorriso e de você. De um agradecimento e um chão. De um arrependimento e uma lição. De uma certeza e Deus. Minha comunhão dá adeus ao que não aproxima. É um sinal lá de cima. Um destino meu. E muito bem aceito.

Dan Cezar

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Fiz modo corrente de sorrir. Brinquei de apalpar os ponteiros de marcar vida. Uma querida e grata surpresa pra se descobrir milagres. Pra enxergar o tempo. Como guardar a voz de uma palavra. Ou de saber que o horizonte é linha que separa o sonho do céu. Ou entoar Pachelbel e sua Canon in D Major e arrepiar de lágrima. Ou dar um mergulho no chão de existência e saber um caminho. Melhor, alojar uma oração na pálpebra e sabê-la ali, sempre. Então cortar uma dúvida ao meio com amor. Nesse hiato, uma parada de ponteiros. Eu brinco da criança de mim pra aprender os sentidos.


(Dan Cezar)

sábado, 30 de agosto de 2014

O mundo poderia parar agora. O céu fazedor de bonitezas se recolheria. O azul despencaria e no barro do chão dormiria manso. Uma lua, uma estrela, um sol. Uma dança de confirmações, um picadeiro dos melhores sentidos. As coisas ternas e simples, essas sim, durariam o tempo dos ponteiros do vento. Não iria mais querer aquilo que sugere. O que sugere encerra, desterra fim. A certeza agora me delira. Peguei cacoete de amar. O teu arrepio me alarga. O teu toque infinita o minuto. Eu tenho o sentimento.

Dan Cezar

Bom humor todo dia não é fácil não. Mas é opção que faço no traço da manhã que grita vida. Uma bendita decisão de atropelar rancores, dores de ontem, ausências sentidas. Um sorriso só é um sorriso nos lábios. Pra sorrir a melhor coisa ainda é acreditar. É sonhar de olho aberto aquilo que está mais perto do que se imagina. O sorriso é cúmplice do instante. Piscou, sorriu.

Dan Cezar

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O meu ouro é medalha de fé. Uma natureza minha de sentir beleza naquilo bom. Naquilo que promete um sorriso. Eu logo de cara mando um aviso que vim pra raiar. É opção, simples assim. O verbo amar me conjuga em todos os pretéritos e presentes. Perfeitos ou imperfeitos. O meu jeito de vida descomplica os segredos, os mistérios. É hilário quando tenho um medo aflorado por conta de perder um instante de graça. Porque tudo nessa vida é uma praça do amor. Tudo é um carrossel desse verbo, amar. Tudo indica um único caminho: o amor. Esse amor vem protegido, vem prometido de uma emoção que faz absurdamente tudo valer à pena. Clarice, Sophia e Helena atestam. José, Henrique e Pedro que o digam. O amor é um atestado de existência. Vimos ao barro nosso não só pra rezar nosso Pai. Ai daqueles que pensam menor. Toda sorte de ser é exagero de bênção. Toda alegria de pelo menos um instante me seduz em um segundo. Toda verdade é a melhor coisa do mundo. Dias melhores virão, sim. Os suores acompanham. A vida não é noves fora zero. Nem tão pouco aquilo que quero só por querer. A vida é perceber os detalhes mais lindos que indicam um caminho. Uma poeira do tempo indica você não estar sozinho. Um azul é proteção do passo. O primeiro. O importante. Aquele que te faz gigante por começar. Por tentar. Por errar. Por levantar e continuar a andar. As pedras vivas do sempre estão e estarão sempre margeando nosso rastro. O lastro que deixamos é transpô-las. É saber percalços vencidos. É exercício de insistência. O amor na vida é a recompensa de quem pensa mais. De quem sabe brincar. De quem sabe sorrir. De quem sabe dividir. De quem sabe o significado de uma palavra como o amor. E da palavra solidariedade. E amizade. E verdade. E cumplicidade. A idade só justifica a forma. A forma de amar não tem idade.

Dan Cezar

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Então decidi trocar o olho. Coloquei belezura naquele canto de enxergar o mundo e baqueei. O céu tinha trocado de roupa, o mar vestiu diferente, os pássaros tinham mais asas. Até a fumaça da arrogância tinha baixado de altura. As coisas mornas eram agora diminutas por querer. O tempo era um primor deliciando suas horas. Todas as pedras e rios e árvores e flores e bichos e os tolos eram fáceis de cheirar. Eu tinha agora um olhar semântico. Era a origem da vontade. De descobrir um sentido de pele. De pelejar um novo sol. Meu olho agora tem vocação pra detalhe. Corre rio de querença. E de uma crença tanta que me alargo pra ela não fugir. Minha exuberância agora era saber nada. A descoberta era gozo de viver. A coberta cinza dos dias amealhou as semeaduras invisíveis e esfarelou no sopro do vento. Meu passatempo agora é te saber olho.

(Dan Cezar)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O amor é breve de todo ontem. Um candelabro de presentes na luz que agora brilha. É trilha naquele amanhã que deita em ocasos. 
O amor é caso sério com o tempo, que chega em patente supra, indiferente aos cinzas. 
O amor quer brincar de cor, de água de bocas, de pés amanhecendo cúmplices. 
O amor beira os rios de saudades, escandaliza as nuvens daquele azul que promete e cumpre. 
O amor é ranzinza com a preguiça da entrega, com o desleixo de um olhar que não grita, com os pelos que não arrepiam.
O amor se diverte de nós, gargalha você, ri pra mim.
O amor é enquanto sem fim, é um durante longo de saber pensar o outro.
O amor é tão forte que sorte é palavra de porte aos desavisados.
O amor é regra única no hiato entre nascer e morrer: ou ame ou ame.
O amor não perdoa meios, metades, partes. O amor é inteiro de vida, é cheio em sentidos, é transbordamento de querenças.
O amor é a melhor crença, o amor é a melhor dança.
O amor é trança de todas as lágrimas, a melhor razão, o melhor motivo.
O amor é querer sorrir.
Pro outro.
Pra sempre.

Dan Cezar

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Ah, o amor. Essa coisa coisada inflada de faíscas em festa. Uma verdadeira orgia dos melhores sentidos em profusão de quereres. O amor que tanto nos faz mostrar os dentes mais despertos pra felicidade. O amor que dá cambalhotas em nuvens de alegria pra chover todos os beijos. O amor que junta. O amor que sela. O amor que faz qualquer merda feita ter valido a pena. Porque o amor perdoa. O amor amor, perdoa. Não a toa é o rei dos sentidos. Na boa, o amor é foda! E das boas! O amor goza, tem orgasmos, respira mais, sua mais, toca mais, brinca mais, desespera mais, chora mais, decepciona mais, vive mais! O amor é a oitava nota musical. A oitava maravilha do mundo. O oitavo dia de Deus, guardado pra um dia único.

(Dan Cesar)

segunda-feira, 18 de agosto de 2014


O amor é tão somente querer.
querer o mundo
querer gritar
querer ficar
querer chorar
p e r p e t u a r
querer bisar
querer sonhar
querer te ver
querer tecer
querer você
a m a n h e c e r
querer te ser
e perceber o teu sonho
querer sorrir
querer florir
querer pedir
e x p a n d i r
querer sair
e voltar
querer e querer e querer.
o amor é simples.

Dan Cezar

domingo, 17 de agosto de 2014


Eu quero um amor para duvidar.
e imaginarei os olhos dos incrédulos atestando
e sonharei todos os poemas que um dia te fiz
e balbuciarei meu amor em todos os verbos
e denunciarei teu nome em versos e palavras
e chamarei o azul como testemunha
e habitarei meu íntimo de tensas saudades
e gritarei as verdades minhas no silêncio
e chorarei meu sangue desprotegido
e esparramarei as esperanças no amanhã
e amanhecerei querendo ser ontem
e sorrirei ao te ver em minha retina
e surtarei quando te souber pele
e adormecerei quando se fizer cúmplice
e fecharei todas as portas de saída
e selarei tua boca na minha
e falarei que jamais amei um dia assim
e duvidarei para sempre que o amor tenha fim.

Dan Cezar

sábado, 16 de agosto de 2014

Já faz parte do meu cabedal de sentidos, te olhar além. É também a retórica de olhos que te obedecem. Uma mesmice terna de sentir teu cheiro em azuis límpidos e novos todos os dias. Minhas alegrias são diversas, minha memória dispersa em lembrar o instante mais querido, o olhar mais consagrado, o abraço mais emocionante. Porque tudo, absolutamente tudo tem o teu jeito. Meu peito é uma aquarela de todas as vertentes do amor. Uma sentinela na espera do próximo ato. Fato, você derreteu nuvens, creia. Ou de onde vem esse rio que dobra em minha face?

Dan Cezar

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Então o amor, a voz que liberta os sentidos paridos da vida, delira cores, inverte os sabores do vento, traz as flores da primavera do amanhã e bagunça bonito o ponteiro. O tempo se faz cúmplice, inteiro, o caminho que se abre é ávido de peles. Que se abraçam, que se embaraçam, que se tocam, que se molham, que se gozam, que se regozijam, que se deleitam, que deitam singularmente plural, que se repetem. O amor é bis querido, um feliz desassossego bem chegado. O amor é um bocado de desculpas aceitas, tão perfeitas quanto esquecidas. O amor é um sinal bonito de vidas feitas para serem. Porque o amor é. Sempre foi. Sempre será. O amor é Deus nascendo.

Dan Cezar